Bem-Vindos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

DO SUPREMO TRIBUNAL DIVINO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DO BRASIL




Queridos leitores, de tão indignado com a decisão do STF não encontrei palavras para expressar o meu descontentamento. Então, deixarei o próprio Deus se pronunciar. Que o Espírito Santo aplique esse texto nos corações. Amém!



ISAÍAS 59

1 Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir;


2 mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça.

3 Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade.

4 Ninguém há que invoque a justiça com retidão, nem há quem pleiteie com verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade.

5 Chocam ovos de basiliscos, e tecem teias de aranha; o que comer dos ovos deles, morrerá; e do ovo que for pisado sairá uma víbora.

6 As suas teias não prestam para vestidos; nem se poderão cobrir com o que fazem; as suas obras são obras de iniqüidade, e atos de violência há nas suas mãos.

7 Os seus pés correm para o mal, e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; a desolação e a destruiçao acham-se nas suas estradas.

8 O caminho da paz eles não o conhecem, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz.


9 Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão.

10 Apalpamos as paredes como cegos; sim, como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como no crepúsculo, e entre os vivos somos como mortos.

11 Todos nós bramamos como ursos, e andamos gemendo como pombas; esperamos a justiça, e ela não aparece; a salvação, e ela está longe de nós.

12 Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; pois as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniqüidades.

13 transgredimos, e negamos o Senhor, e nos desviamos de seguir após o nosso Deus; falamos a opressão e a rebelião, concebemos e proferimos do coração palavras de falsidade.

14 Pelo que o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar.

15 Sim, a verdade desfalece; e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o Senhor o viu, e desagradou-lhe o não haver justiça.

16 E viu que ninguém havia, e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve;

17 vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs na cabeça o capacete da salvação; e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto.

18 Conforme forem as obras deles, assim será a sua retribuição, furor aos seus adversários, e recompensa aos seus inimigos; às ilhas dará ele a sua recompensa.

19 Então temerão o nome do Senhor desde o poente, e a sua glória desde o nascente do sol; porque ele virá tal uma corrente impetuosa, que o assopro do Senhor impele.

20 E virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se desviarem da transgressão, diz o Senhor.

21 Quanto a mim, este é o meu pacto com eles, diz o Senhor: o meu Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca, nem da boca dos teus filhos, nem da boca dos filhos dos teus filhos, diz o Senhor, desde agora e para todo o sempre.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Páscoa e liberdade


Tanto para o povo hebreu, que viveu durante 430 anos no Egito - quase todo esse tempo em regime de escravidão -, quanto para os cristãos, a Páscoa tem um significado essencial: libertação. Aproveitando-nos do tempo e da época em que, com grande estardalhaço de coelhos e ovos, se comemora a páscoa comercial que traz alguma esperança de livramento da opressão da crise econômica para muitos envolvidos no mundo dos negócios, convido o leitor a refletir sobre o significado básico desse precioso evento.

Quando se fala em libertação, presume-se que existe a liberdade, bem como o cerceamento dela. A sua existência carece de uma definição, até mesmo para que possamos começar a conversar. Assim, nem a liberdade está livre de uma definição que a resuma, conceitue e lhe dê significado além da própria palavra. O conceito libertário, tão propagado nas décadas revolucionárias do final do século passado, em que o homem almejava ser “uma metamorfose ambulante”, livre de leis, de conceitos e de opiniões formadas, tem provado ser uma ilusão e um caminho de degradação para a raça humana, pois a liberdade de um, nesse sentido, é a prisão de outros. A ideia de uma liberdade absoluta morre quando deixamos de defini-la. Logo, a liberdade só pode ser “liberdade para” ou “liberdade de”, mas nunca “liberdade” só.

A conhecida história da libertação dos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, registrada no livro do Êxodo (capítulo 12), mostra-nos estes dois lados da liberdade: “da” escravidão no Egito, onde eram oprimidos como etnia, e “para” adorar ao Deus de seus pais de maneira completa. Ali, o povo hebreu não só era escravo no corpo, mas escravo na mente, quando não tinha a liberdade de expressar a sua fé no Deus que havia se revelado aos seus antepassados e os convocava para a adoração verdadeira. O povo era escravo dos ídolos do Egito em suas mais variadas formas, fossem eles ídolos religiosos, culturais ou econômicos. Nem a liberdade de serem fecundos tinham, pois o soberano da nação mandou assassinar todas as crianças do sexo masculino que nascessem de mães israelitas (Êxodo 1.15).

A sua saída do Egito às pressas, depois que seus exatores foram fustigados pela mão de Deus, mostra-nos com clareza que a “liberdade de” tem como propósito a “liberdade para”. Disso os que foram libertados nunca poderiam esquecer, senão tornar-se-iam escravos mais uma vez. Deus lhes proveu uma maneira de manter isto vivo na memória: o povo poderia desfrutar da liberdade obedecendo ao que lhe era ensinado. Deveriam, todos os anos, reunir-se e celebrar a libertação comendo pães sem fermento durante uma semana, acompanhados de ervas amargas e com a carne de um cordeiro sem defeito, imolado para a ocasião especial. O pão lhes lembraria a rápida fuga, sem o tempo para a preparação do pão com fermento, quando deixaram um país e toda uma vida de escravidão para trás. As ervas seriam a lembrança do amargor de ser escravo e não ter liberdade “de” e “para”.2 O sangue do cordeiro seria passado nas portas, lembrando-lhes que a sua liberdade foi a custo de sangue e intervenção divina. Assim também lembrariam que não deveriam escravizar outras pessoas.



Pouco mais de um milênio depois da primeira Páscoa, um homem chamado Jesus (em hebraico, Josué), nascido na cidade de Belém da Judeia (que foi o berço do grande rei Davi) e criado no vilarejo de Nazaré (lugar desprezado na “Galileia dos gentios”), celebrava a Páscoa em Jerusalém junto com outros doze que o seguiam por toda parte. Sabemos que havia pão e vinho à mesa. Provavelmente serviu-se o cordeiro assado, conforme mandava a lei. Supomos que, por obediência, afinal não houve outro que fosse obediente como Jesus, as ervas amargas estivessem no centro, lembrando-lhes a escravidão passada e a amargura presente. Viviam na Terra Prometida, mas não tomaram posse dela. Tinham suas casas, mas não as possuíam. Criavam seus filhos na religião, mas não eram livres para servir ao Deus verdadeiro. Não eram estrangeiros, mas continuavam escravos. Quase todo o povo sabia dessa amarga realidade, mas poucos ousavam articular as palavras que a revelasse. Seus líderes religiosos mentiam a si mesmos dizendo: “somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém” (João 8.33). Eram escravos do seu próprio orgulho. Tinham os olhos cegos e o coração endurecido (Isaías 6.10), como o de Faraó, que não os deixara sair do Egito.3

O homem que coordenava a celebração naquele pequeno refeitório tinha uma clara missão: ensinar de maneira definitiva o significado da liberdade, exemplificar de maneira encarnada o que é ser livre e efetivar a libertação daqueles que viessem a conhecer a verdade.4 Como fez isso? Encarnando a própria Páscoa, experimentando o profundo amargor de ser condenado sem culpa e morto, tornando-se o próprio cordeiro pascal, o Cristo (que significa o ungido, escolhido por Deus).5 Assim, o Cordeiro Pascal veio trazer “liberdade para” que o ser humano pudesse ser, amar, servir e conhecer a verdade. E “liberdade do” pecado escravizante que cega e não permite ao indivíduo saber, sequer, que é escravo. Não é liberdade absoluta, no sentido pretendido pelo modernismo e pós-modernismo, mas relativa e condicionada à verdade absoluta que a define. Parte fundamental do sentido de liberdade está no respeito ao próximo, que é amar ao próximo como a si mesmo, mas isso é fruto de servir a Deus, amando-o do todo coração, força, alma e entendimento.

Como celebramos a liberdade cristã na Páscoa? Conhecendo a Verdade, amando a Deus e ao próximo, obedecendo àquele que nos ensinou a fazer, em memória dele, a encenação daquela última ceia pascal de que Ele mesmo partilhou. Repetindo-a por que Ele disse que estaria conosco até a consumação dos séculos.

 
 
 
Mauro Fernando Meister (ThM, DLitt), pastor, é professor e Coordenador do MDiv do Centro de Pós-graduação Andrew Jumper, do Instituto Presbiteriano Mackenzie.

sábado, 9 de abril de 2011

Estariam Herodes e Faraó também endemoninhados?

A pergunta é puramente retórica. Aqueles que conhecem um pouco da história bíblica sabem que não. Ela foi feita, porém, como ponto de partida para pensar um pouco sobre uma afirmação que li em um blog, a de que Wellington Menezes de Oliveira, o cruel assassino das crianças na escola de Realengo – RJ, seria alguém insano e possuído por demônios.


A tragédia entristeceu o Brasil e não era para menos. O saldo de tamanha brutalidade são 12 crianças mortas e 11 que permanecem internadas. A sociedade está chocada e muitos começam questionar as causas. Teria o assassino algum distúrbio mental? Estava ele possuído por demônios? O crime foi tão bárbaro que muitos se negam a acreditar que alguém em sã consciência seja capaz de uma monstruosidade como essa.

Como cristão, não posso deixar de pensar em toda essa questão à luz da Palavra de Deus. Faço, então, algumas considerações:

1. A queda afetou profundamente o homem

Ainda que o homem tenha sido criado santo, à imagem de Deus (Gn 1.26-28), com a desobediência de Adão (Gn 3) todos passaram, a partir de então, a ser inclinados para o mal. Tudo aquilo que o homem deseja, pensa e faz, está afetado pelo pecado. Paulo, citando vários textos do Antigo Testamento, pinta um retrato nada agradável do homem pós-queda. Diz o apóstolo: como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos – Rm 3.10-18 (grifos meus).

A isso chamamos “depravação total”, resultado da queda de Adão. Nesse ponto você, leitor, pode estar dizendo: “mas eu não me enquadro nessa descrição tão horrível”, e eu respondo: não seja tão apressado. Repare que o texto afirma peremptoriamente que “não há um sequer”, portanto, eu e você, inevitavelmente fazemos parte do grupo.

É claro que o conceito de depravação total diz respeito à extensão e não à profundidade, ou seja, a doutrina quer ensinar que o pecado afetou todas as faculdades do homem e não que o homem é tão mal quanto poderia ser. Apesar de todos serem potencialmente capazes das piores atrocidades, não são todos que as cometem e isso por pelo menos 3 razões: a) Mesmo com a queda, o homem é ainda imagem e semelhança de Deus, ainda que essa imagem esteja distorcida; b) A graça comum de Deus, que alcança até os que se opõem a ele, refreia o pecado; c) O Espírito Santo, por meio da Palavra, santifica aqueles que foram regenerados pelo Senhor.

Diante disso, afirmar, ou mesmo cogitar, que o assassino só poderia estar insano ou endemoninhado para cometer tal barbárie é subestimar o poder do pecado e a consequência do afastamento entre o homem e Deus. O homem não precisa da ajuda do diabo para manifestar sua maldade inerente. Ele é capaz por si só, e muitas vezes o faz quando tem oportunidade.



2. As ações são resultado dos desejos do coração

Em um texto anterior demonstrei que o homem é governado pelo seu coração. Esse ensino é abundante nas Escrituras, o que controla o coração controla o homem. Salomão, com a sabedoria que lhe era peculiar escreveu que “como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem” (Pv 27.19). Jesus enfatizou que “do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.19).

Há quem diga que o homem é aquilo que ele come, referindo-se à saúde do corpo. A verdade bíblica, porém, é que o homem é aquilo que ele crê (e isso engloba também a forma como se relaciona com os alimentos). As ações são resultado de convicções, e as convicções resultado daquilo que controla o coração.

Muitos tentam desculpar o homem apontando para as questões sociais ou culturais como causa do “comportamento inadequado”, porém, mesmo sabendo que essas questões podem influenciar, elas não são determinantes, antes, tais circunstâncias servem para revelar o que está latente no coração do indivíduo que acaba por agir em conformidade com ele.

Demonstrarei isso de forma prática com duas histórias que também envolvem o assassinato de crianças, ambas dos personagens citados no título, Herodes e Faraó.

A Bíblia relata que por ocasião do nascimento de Jesus alguns magos chegaram a Belém inquirindo sobre o nascimento do Rei dos judeus. Herodes ficou alarmado com a notícia e mandou que os magos o avisassem. Quando percebeu que os magos o haviam iludido, pois foram divinamente advertidos em sonho, enfureceu-se e mandou matar todas as crianças abaixo de dois anos (cf. Mt 2.1-18).

O que governava o coração de Herodes era o desejo de permanecer sendo rei. Sua convicção era a de que qualquer ameaça à sua condição de rei deveria ser eliminada, e foi isso que tentou fazer, mandando matar as crianças.

A segunda história é bem anterior a essa, aconteceu logo depois que José, filho de Jacó morreu. O livro de Êxodo afirma que logo após sua morte, levantou-se um novo rei no Egito que não conhecia a José. Ele começou a preocupar-se com o crescimento dos hebreus e temendo que o povo, em vindo a guerra, se ajuntasse aos seus inimigos e saíssem da terra, mandou colocar feitores sobre o povo para afligi-lo. Porém, quando mais afligido, mais o povo crescia. O rei arquitetou então outro plano, mandou que as parteiras matassem todos os meninos que nascessem das hebréias, o que não aconteceu somente porque as parteiras foram desobedientes (Ex 1.1-22).

O que governava o coração do rei era o desejo de continuar dominando os hebreus. Sua convicção era a de que nada poderia atrapalhar isso e sua ação foi para que seu intento prevalecesse.

As histórias confirmam ainda mais a tese de que o homem é governado pelo seu coração quando percebemos que os guardas, temendo Herodes, mataram as crianças, enquanto as parteiras, por temer ao Senhor, desobedeceram ao rei.

Em nossos dias não é diferente. Os homens bomba muçulmanos explodem-se em atentados terroristas convictos de que receberão como recompensa vinho e 72 virgens. Certamente o assassino do Rio tinha também suas motivações, ainda que não saibamos quais eram e talvez nunca venhamos saber. Uma coisa é certa, atribuir o assassinato a distúrbios mentais ou a endemoninhamento implica em retirar dele toda a responsabilidade moral pelo ato.

3. Devemos ter cuidado com o nosso coração

Quando nos deparamos com um crime tão bárbaro como esse do Rio os sentimentos se misturam. Tristeza, revolta e ira, são apenas alguns deles, mas, diante do Senhor, devemos examinar nosso coração. Esse exame deve levar em consideração algo que vai além desta tragédia e deve ser abrangente o suficiente para abraçar outros acontecimentos ao redor do mundo, que são igualmente tristes e revoltantes.

Nosso coração é enganoso e pode pregar uma peça nada engraçada nos fazendo impactar com este evento e, contudo, expressar sentimentos que não tem direta relação com a glória de Deus e a compaixão com o próximo. Podem, antes, expressar um coração que, em seu egoísmo, pensa de si mesmo ser alguém que é melhor e procura desesperadamente alguém pior do que ele mesmo! O que estou tentando dizer é que a forma como lidamos com o pecado alheio pode revelar que, no fundo, achamos que somos capazes por nós mesmos de não fazer coisas semelhantes. Uma história que acho formidável e que revela um coração consciente da sua pecaminosidade e do cuidado de Deus envolve o pastor presbiteriano Matthew Henry. Conta-se que, ao voltar da universidade onde lecionava foi assaltado e fez a seguinte oração:

“Quero agradecer, em primeiro lugar, porque eu nunca fui assaltado antes. Em segundo lugar, porque levaram a minha carteira, e deixaram a minha vida. Em terceiro lugar, porque mesmo que tenham levado tudo, não era muito. Finalmente, quero agradecer porque eu fui aquele que foi roubado e não aquele que roubou”.

A percepção de Mattew Henry é perfeita. O que o diferenciava do ladrão era a maravilhosa graça de Deus que o havia regenerado e o conservava firme.

Devemos estar também muito bem conscientes disso. Aquele que é o único com poder para transformar um coração de pedra em um de carne (Ez 36.26) é o mesmo que nos ordena a guardar a Palavra nesse novo coração a fim de não pecar contra ele (Sl 119.1). É ele também que nos exorta a confiar nele, abandonando a autoconfiança, ao invés de presumirmos estar de pé por nossos próprios méritos, arriscando-nos a cair (1Co 10.11-13).


Para terminar...

Minha oração é para que o Deus de toda a consolação guarde e console o coração dos familiares e amigos das vítimas e para que o Senhor nos dê plena convicção de que, pecadores que somos, estamos sujeitos a atitudes também horríveis, a não ser que sejamos plenamente sustentados por sua graça e misericórdia.

Que proclamemos que o Deus que nos redimiu é poderoso para salvar todos aqueles que, arrependidos, se achegam a ele pela fé. Lembre-se que o maior pregador cristão, Paulo, perseguia e matava os crentes, até que foi transformado pelo Senhor. Há redenção em Cristo Jesus!

Que busquemos, pela Escritura, conhecer mais o Redentor e que vivamos plenamente para sua glória e louvor.

Rev. Milton Jr. (Igreja Presbiteriana em Praia do Canto - Vitória/ES)





quinta-feira, 31 de março de 2011

CONSEQUÊNCIAS DA REGENERAÇÃO


 Meus irmãos, existem algumas marcas que são essenciais no Evangelho de Jesus Cristo. Tais como: a regeneração, a conversão, a fé e o arrependimento. Nós veremos hoje a primeira dessas marcas: A REGENERAÇÃO.

O QUE É REGENERAÇÃO?


- Regeneração é a AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO TRANSFORMANDO RADICALMENTE O NOSSO CORAÇÃO.

• Ou seja é uma obra de Deus na qual ele muda a inclinação natural da nossa vontade.

• A regeneração é uma transformação tão drástica que Jesus a chamou de NOVO NASCIMENTO.

• Na regeneração Deus nos cria novamente.



PORQUE É TÃO IMPORTANTE ESTUDARMOS SOBRE A REGENERAÇAO?

Pelo menos por dois motivos:



1º) A regeneração é importante porque sem ela ninguém pode entrar nos Céus (Ex.: Nicodemus).


2º) Porque a regeneração confirma a nossa eleição, ou seja que de fato somos filhos de Deus.

• Nem todo aquele que diz crente o é realmente.

• Incrédulos fazem falsas profissões de fé em Cristo.

• Há o perigo da falsa segurança da salvação.

• Em Mateus 7. 22, 23 muitos dirão a Jesus : “:Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?” Jesus, lhes dirá explicitamente: “nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.”

• Esses só possuíam o lado exterior da fé, faltava-lhes o principal: o interior.

• Da mesma forma alguém pode se enganar. Pelo fato de ir à Igreja, de cantar e de orar; pensar que, por isso, está salvo.

• Mas o que importa mesmo a ter nascido de novo!


PORQUE PRECISAMOS DA REGENERAÇÃO?

- Precisamos da regeneração porque a Bíblia nos enquadra numa situação extremamente difícil.

• O nosso pecado lá no Éden atingiu todas as faculdades humanas: o entendimento, a vontade, as afeições. E por isso nós estamos:

1. Espiritualmente mortos;

2. Cativos do diabo;

3. Presos à maldade do nosso próprio coração;

4. E ignorantes em relação a Deus e a sua vontade.



- Diante disso tudo chegamos a três conclusões:

1ª) O homem não tem condições de regenerar a si mesmo, de mudar o seu próprio coração.

2ª) Sem a regeneração ninguém pode morar nos Céus

3ª) Nós somos completamente dependentes do poder e da ação de Deus.



CONSEQUÊNCIAS DA REGENERAÇÃO

 
1. O REGENERADO NÃO CONTINUA VIVENDO EM PECADO

• 1 João 3. 9: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”

• Não significa dizer que o regenerado não peca. Não é isso que o texto diz. Não há perfeição nessa vida.

• O que João está dizendo é que o regenerado não faz do pecado o seu habitat natural. Não faz do pecado a sua habitação.

• O crente pode cair em pecado, mas não pode andar nele. Por quê?

1º Ele não tem prazer nele. Salmo 1. 1,2 : Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

• Esse prazer na Lei do Senhor se dá porque Deus muda a natureza (Exemplificar com a natureza da ovelha e do porco);

2º O Espírito Santo o incomoda quando ele peca. Salmo 32. 1-5: Experiência do rei Davi.



- Por tudo isso é impossível o crente viver deliberadamente na prática do pecado. Ele cai em si (Lucas. 15.17, o filho pródigo).



2. O REGENERADO AMA SEUS IRMÃOS.

• 1 João 4. 7: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”

• A palavra “amor” usada aqui, agapao, implica abnegação, o tipo de amor exemplificado por Cristo.

• Amor sacrificial.

• A característica desse amor é que ele extremamente prático ( 1 João 3. 18).



3. O REGENERADO TEM FÉ.

• 1 João 5. 1: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido”.

• Cristo é um título não um sobrenome. Significa “Ungido”. A idéia é de Salvador.

• A regeneração leva a fé. Primeiro a regeneração, depois a fé.

• Na regeneração Deus “abriu o entendimento” para que o homem creia em Jesus (Lucas 24. 45).

• Experiência de Lídia em Atos 16. 14 confirma que a regeneração leva a fé.



4. O REGENERADO VENCE O MUNDO

• 1 João 5. 4: “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”

• O “Mundo” como é freqüentemente usado por João, significa o sistema anti-cristão, que se opõe contra Deus e a sua vontade.

• A arma que o mundo usa para nos desviar dos caminhos do Senhor é a TENTAÇÃO.

• A tentação não é pecado, pois até Cristo foi tentado. O problema é ceder a tentação.

• Na passagem que estamos considerando, João assegura-nos de que aquele que é nascido de novo não será vencido pelas tentações do mundo, mas sairá virorioso.

• Isso porque ele não ama o mundo.

• Em 1 João 2. 15, João adverte seus leitores a não amar o mundo nem o que nele há.

• Quando nós amamos alguma coisa nós somos vencidos por essa coisa. Por quê? Porque ela nos conquistou.

• Nós vencemos o mundo porque não o amamos e ele, então, não nos conquistou.


5. O REGENERADO É TÃO GUARDADA POR CRISTO QUE NÃO CAIRÁ JAMAIS DA FÉ.

• 1 João 5. 18: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca.”

• Cristo guarda a pessoa regenerada de forma que o diabo não pode fazer-lhe mal.

• A pessoa que nasceu do alto, então, não cairá da graça, pois ele ou ela é guardado disso, por Cristo.



- Aprendemos da primeira epístola de João que a pessoa regenerada tem sua vida marcada pelas seguintes características:

• É justa

• Não vive continuamente em pecado,

• Ama seus irmãos,

• Crê que Jesus é o Cristo

• Obtém vitória sobre o mundo.


APLICAÇÃO

- Se alguém perguntar: Como posso saber se sou regenerado?

• A resposta será pedir-lhe que procure essas evidências na sua vida, pois João diz que elas são as marcas de quem nasceu de novo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Draúzio Varela, Um Interessante Caso de Cuidado do Corpo e Esquecimento da Alma!



Ao assistir o vídeo lembrei das palavras de Jesus Cristo: "Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" . O que vale cuidar tanto do corpo na busca pela saúde? Deixo essa pergunta nor ar...

sexta-feira, 18 de março de 2011

CÉU E INFERNO, DESTINOS OPOSTOS – UM ESTUDO EM LUCAS 16. 19-31

Na estória – ou história será – do rico avarento e do mendigo Lázaro o senhor Jesus vaticina de forma clara e objetiva o que acontece após a morte. Essa é uma dúvida recorrente e não são poucas as opiniões engendradas pelos religiosos de plantão. Veja algumas fabulações:

  • ATEUS: Após a morte cessa tudo! Não há vida após a morte. “O Inferno é aqui!”, afirmam. Os existencialistas ainda afirmam: “O inferno são os outros”.

  • UNIVERSALISTAS: Após a morte todos os homens irão para o Céu. Esses descartam a possibilidade de uma punição eterna.

  • ROMANISTAS: Após a morte existe a possibilidade de um estado intermediário – purgatório. Nesse local os infiéis terão a oportunidade de pagar pelos seus pecados antes de irem para o Céu.

  • ESPÍRITAS: Após a morte é possível voltar à terra reencarnando novamente em um corpo humano - ou de um animal irracional - por várias vezes sucessivas até chegar à perfeição.

Antes de abordar a estória – ou história será – contada por Cristo observemos uma doutrina fundamental: a constituição humana. O ser humano na sua essência possui uma unidade indivisível (monismo), porém em decorrência da queda no Éden o pecado provocou um estado anormal que é a separação da alma do corpo por meio da morte. Então, didaticamente falando, o ser humano é constituído por uma parte matéria: corpo e, também, por uma parte imaterial: alma (ou espírito). Está escrito em Gênesis 2:7 – ““E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente”. O que acontece após a morte? A Bíblia responde em Eclesiastes 12:7: “...e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu”. Podemos inferir desse texto que (1) a alma é imortal, isto é eterna. Não terá fim! Voltará para o Criador. (2) O corpo decompõe-se – volta temporariamente ao pó. (3) Assim sendo, estão equivocados os que acreditam que após essa vida cessa tudo. Isso é escapismo! Ilusão!


Voltando a estória – ou história será. O SENHOR JESUS NOS ENSINA:

1. EXISTE VIDA APÓS A MORTE!

2. APÓS A MORTE SÓ HÁ DOIS DESTINOS: CÉU OU INFERNO.

3. NÃO EXISTE POSSIBILIDADE DE RETORNO À TERRA.

4. O TEMPO OPORTUNO PARA A SALVAÇÃO É HOJE!!!


Vamos desenvolver esses tópicos. A narrativa se desenrola em duas dimensões:


 NA TERRA - versículos: 19-22

a. O rico era esbanjador e avarento (verso 19);

b. Lázaro mendigava o pão (versos 20-21 );

c. A morte separa as duas vidas ( verso 22).


 NO MUNDO ESPIRITUAL - versículos 23-31

Obs.:

I - O mendigo não foi para o Céu porque era pobre e nem o rico foi para o inferno porque era rico.

II – Lázaro tipifica o que Jesus disse em Mateus 5 .3 - “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”.

III – O Rico tipifica o que está escrito em Isaías 2:12 - “Pois o Senhor dos exércitos tem um dia contra todo soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido”.


CÉU E INFERNO, DESTINOS OPOSTOS

- o que vai caracterizar o Céu?

• consolação (verso 25).

• Abra sua Bíblia em Apocalipse 21. 1-4.


- O que vai caracterizar o Inferno? Ou seja, qual o maior sentimento que aqueles que irão para lá experimentarão?

• Tormento (vv. 23, 24, 24, 28)


PORQUE O INFERNO É UM LUGAR DE TORMENTO?

Antes de respondermos, vejamos algumas lições nesse texto :


1ª) O INFERNO É UM LUGAR DE ORAÇÃO.

• Verso 24: Ele clama e pede misericórdia. Essa é uma verdade profunda: nas trevas haverá clamor sincero a Deus. No Inferno os homens não se esqueceram de Deus, pelo contrário o Criador estará continuamente na mente e nos lábios.


2ª) TODAS AS CRIATURAS ESTARÃO VOLTADAS PARA DEUS: SEJA NO CÉU OU NO INFERNO.

• Uns louvando e glorificando – nos céu; Outros clamando por misericórdia. Detalhe: eternamente.


3ª) O ÍMPIO ESTA FAZENDO A COISA CERTA, PORÉM NA HORA ERRADA.

• Depois da morte segue-se o juízo – Hebreus 3. 7, 13, 15


4ª) O INFERNO É UM LUGAR DE TORMENTO.

• POR QUÊ? Porque as orações não são atendidas. É um lugar onde a graça de Deus não está presente. A graça de Deus não estará presente por causa de um fato muito simples: a igreja não estará lá! Deus estará presente única e exclusivamente exercendo a sua justa ira! O Rico pede, mas recebe apenas não! O tormento do Inferno se caracteriza pelas orações não atendidas. No inferno os homens terão sede de Deus por toda a eternidade!



CONCLUSAO

Irmãos e amigos, nós estamos muito mais perto do céu ou do Inferno do que nós podemos imaginar. A única coisa que nos separa do Céu ou do Inferno é a vida nessa terra. Porém, a Bíblia diz que a vida é curta e frágil. Portanto, hoje é o dia de clamar a Deus e pedir misericórdia!