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quinta-feira, 14 de julho de 2011

ARROGÂNCIA, PRINCIPAL TENTAÇÃO DO REFORMADO

O que leva reformados ao caminho da arrogância e soberba? Essa pergunta pode soar estanha e imprópria. Entretanto a altivez e o orgulho espiritual é um pecado no qual muitos reformados caem. A razão para o deslize – por incrível que pareça - é causado pelo conhecimento doutrinário que se recebe. O que fazer com ele? A resposta a essa pergunta é que faz toda a diferença.


Diz o velho jargão que “conhecimento é poder”. É fato que aqueles que têm contado com a fé reformada - e se afadigam no estudo da mesma - estão à frente daqueles cristãos evangélicos que só conhecem superficialmente o Evangelho de Cristo. Os reformados estão entre os leitores de livros doutrinários e históricos, freqüentam simpósios e encontros, além de utilizar ferramentas da mídia eletrônica para se atualizarem nos blogs e sites. Esse conhecimento os separa e os distingue das massas alienadas fabricadas pelo raso evangelicalismo moderno. Como resultado alguns reformados se julgam superiores ao demais gerando, assim, soberba e arrogância.

Estranho esse proceder, pois quanto mais conhecimento obtemos de Deus mais conscientes deveríamos ficar da nossa miséria e falência. Como resultado Isso deveria nos levar ao quebrantamento e a servidão de tal forma que consideraríamos os outros superiores a nós mesmos.

Ao contemplar a glória de Deus no Templo, após uma profunda crise , Isaías em êxtase gritou: “Ai de mim! Estou perdido!”. O peso da glória divina esmagou toda a prepotência e vaidade do profeta - fê-lo conhecer sua insignificância e vileza. Além disso, logo após essa confissão, brotou uma identificação com o próximo de tal maneira que o levou ao serviço: “eis-me aqui”. Essa visão reformou completamente o profeta. O conhecimento de Deus o lançou ao povo a fim de instruí-lo na verdade. Eis um homem consciente da sua miséria e depravação com uma mensagem de perdão e esperança nos lábios. A contemplação da majestade de Deus não levou Isaías ao orgulho espiritual e nem ao isolamento dos demais homens.

Mas, hoje, em muitos casos, não é isso o que acontece. Por quê? É simples: muitos têm uma apreensão intelectual da Verdade, porém essa nunca desceu para o coração. Assim sendo, o conhecimento de Cristo e da sua doutrina quando não nos leva à humildade, inevitavelmente, nos conduz à soberba e, por que não dizer, ao farisaísmo.

Às vezes ouço a antiga oração ecoando por aí: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, arminianos, pentecostais e dispensacionalistas, nem ainda como um liberal; leio a Confissão de Fé duas vezes por dia e dou o máximo de tudo quanto ganho para comprar livros reformados, freqüentar congressos e simpósios”. Esses se consideram justos e desprezam os demais. Algo não muito raro no nosso meio.

Concluo enfatizando que precisamos de um calvinismo experimental - uma reforma que nos leva a uma experiência diária de real quebrantamento diante de Deus e humildade perante os demais homens. O “eis-me aqui” de Isaías precisa ser acompanhado pelo “Ai de mim! Estou perdido!”. São essas duas expressões que devem moldar o caráter do reformado, pois somente assim poderemos fazer diferença no nosso meio e na nossa geração. Então, quando o discurso e a prática estiveram presentes na nossa fé reformada seremos realmente relevantes para o mundo. Porém, se tivermos apenas a fé reformada sem a experiência de vida reformada estaremos falando de nós para nós mesmos – presos no gueto da nossa própria vaidade e futilidade. Medite nessas cousas!



Rev. Naziaseno Cordeiro Torres, VDM

9 comentários:

Milton Jr. disse...

Muito bom Naziaseno. Que Deus nos livre do orgulho.

Anônimo disse...

Amém. Longe de nós esse intruso, Milton. Obrigado.

Robson Rosa Santana disse...

Vigiemos, pois. E que de fato passamos contextualizar a comunicação do evangelho à cultura em que cada um de nós vivemos. Para que sejamos de fato relevantes em nossos campos missionários. Dios te bendiga!!! Compartilhei o link em meu twitter @PastorRobsonIPB

Naziaseno disse...

Isso mesmo Robson. Precisamos de uma contextualização da comunicação para que possamos ser relevantes. O primeiro passo é começar pela simplicidade. Obrigado

Tiago Cesar disse...

Pois é, pastor, já passei muito por isso. Hoje tenho buscado mais essa humildade, mas estou convencido de que só mesmo Deus pra nos fazer enxergar com os olhos de Cristo. É necessário vivernos mais do que uma religiosidade morta, pois a verdadeira religião é Cristo.

Foi pensando nesses conflitos de muitos calvinistas que criei o blog "angústias de um jovem calvinista". Quando puder nos faça alguma visita! Será um prazer receber seus conselhos experientes! Abração!

http://angustiasdeumjovemcalvinista.blogspot.com/

Mauro Meister disse...

Caro Naziazeno,

É verdade, cada grupo cristão tem o seu "calcanhar de Aquiles" e o um dos reformados é o orgulho intelectual. Esse é um dos "Cinco Pecados que Ameaçam os Calvinistas", apontados por Solano em seu livrinho. Analise semelhante pode ser feita ao orgulho dos pentecostais, dos evangelicais e assim por diante, mas, que adianta ver os pecados dos outros se não vejo a trave no meu olho? Que o Espirito do Senhor nos humilhe constantemente.
Abs

Mauro Meister

Salviano Adão disse...

MUITO BOM! Eu acredito que Deus criou o homem e deixou o manual de instrução, a “BÍBLIA SAGRADA!” A bíblia é a divina revelação da palavra de Deus e não produtos enlatados, eu costumo dizer que: “As pessoas precisam parar de comer tudo o que dão. E começar a questionar! ” Alguém escuta alguma coisa de alguém, e saem falando, sem questionar, sem saber se é verdade ou não. As pessoas precisam se perguntar! Será que a minha crença esta de acordo com a lei de Deus? Será que a religião que eu nasci sempre me falou a verdade? Quando uma pessoa morre pra onde ela vai? Ela volta? A bíblia apóia o homossexualismo? Quem não herdara o reino de Deus? O que devo saber sobre idolatria, imagens e escultura? O que devo saber sobre o único batismo? Será que tem uma seqüência para salvação? A quem eu devo me confessar, quem pode me perdoar? Religião salva alguém? Essas e outras perguntas e respostas em:
www.aunicaverdadeemsuapropriabiblia.blogspot.com
Você pode dizer, eu já sou salvo amém! Vamos atrás de quem não esta, “Se você quer se dar bem com o mundo seja hipócrita, mas se você quer se dar bem com Deu seja verdadeiro!” divulgue este site, porque: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Jeová, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. E irão vagabundos de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão." ( Amós cap 8 ver 11 e 12 )Fale para outras pessoas, por que “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns têm por tardia: mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” (II Pedro cap. 3 ver 8) e “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo o homem. (I A Timóteo cap 2 ver 5 e 6)
Seja sua bíblia, católica ou evangélica, aqui você vai tirar suas duvidas.
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E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertara (João cap 8 ver 32) Se você tiver coragem de perguntar, a bíblia terá coragem de responder!

Luiz Fernando Carvalho disse...

Verdade meu irmão! E por ser o orgulho um pecado "do coração", o associamos aos argumentos de que "não faço isso ou aquilo"... e ainda achamos que ninguém percebe.
Muito necessitamos de ser lembrados de nossa verdadeira condição. E da grande e misericordiosa graça que o Senhor derramou para conosco. Como ainda ousamos nos orgulhar? Achar que "de nada tenho falta". Senhor, dá-nos do teu colírio!!
Que Deus nos guarde da soberba.
Que o Senhor continue te dando sabedoria, para nos lembrar do que precisamos.
Em Cristo,
Luiz Fernando

Pedro Fernandes disse...

Concordo que estamos passíveis de dar lugar à soberba. Mas não devemos desprezar o fato de que o cultivo da cultura,do conhecimento por nós reformados tem contribuído para que tenhamos uma fé mais madura.