Bem-Vindos

sexta-feira, 27 de março de 2015

FÉ OU OTIMISMO, QUAL DESSAS ATITUDES GUIA A SUA VIDA?

Tenho lido muitas mensagens que têm por finalidade proporcionar esperança diante de situações adversas que a vida inevitavelmente nos impõe. É evidente que Isso é muito bom e salutar, mas é justamente no afã de promover esperança que muitos, inclusive religiosos, confundem fé com otimismo.  Deus nos chamava para vivermos por fé, e não por mero otimismo em relação ao futuro. Qual a diferença entre fé e otimismo? Você sabe distinguir uma atitude da outra? Esse artigo tem por objetivo desfazer esse conflito de termos, e promover nos corações a verdadeira fé que tem sua origem em Deus e nEle se refugia (Salmo 46. 1-2). Vejamos alguns pontos:

1 (1) O otimista não precisar ser necessariamente religioso, até o ateu pode ter uma visão positiva em relação ao mundo e as cousas - ele descarta Deus do horizonte da sua história, e enxerga soluções promovidas pelas suas próprias ações. Em contrapartida, evidentemente aquele que anda por fé apóia-se totalmente em Deus – é Ele o sustentador das suas convicções. Esse faz de Deus a sua força e o seu provedor nos momentos difíceis da vida.

2(2)  O otimista tem por base uma certa lógica que orienta suas convicções a qual  aponta uma luz no fim do túnel, ou seja ele vê uma solução para crise mediante algo inteligível e absolutamente racional. A fé, porém, opera no impossível. A fé não se projeta mediante “luz no fim do túnel” - ela age no improvável, sob circunstâncias absolutamente adversas   que desafiam à lógica e à racionalidade. O apóstolo Paulo relatando a fé de Abraão, escreveu: “Abraão, esperando contra a esperança, creu...”(Romanos 4.18a)  – lindíssimo retrato da fé que desafia as impossibilidades humanas e se ergue ousadamente vendo o invisível.

3(3) O otimista tem como base do seu conforto e segurança a concretização das suas expectativas. Caso elas venham a falhar o que resta? Certamente: dor, frustração e revolta – além da profunda decepção e receio de encarar os outros de frente. Aquele, porém, que exercita a sua fé não tem como base da felicidade e sucesso a concretização dos seus anseios, mas ele se realiza em Deus. Tal fé é expressa vividamente nas belas palavras do profeta Habacuque: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação”. O Senhor Deus é a minha fortaleza  (Habacuque 3. 17-19a).

4(4) Por fim, o otimismo é uma mera fabulação do corrupto e enganoso coração humano - em outras palavras, é ter fé na fé.  Em contraste total, a verdadeira fé é uma concessão divina.  Encontramos essa fé na experiência de Jó quando mergulhado em profundas tragédias pessoais ousou dizer: “Porque eu sei que o meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido esse meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19. 25). Outro herói da fé, inspirado pelo Espírito Santo, afirmou: “Porque eu estou bem certo de quem nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8. 38-39). Esses magníficos  exemplos  testemunham que a fé é uma dádiva entregue aos santos. É o lado externo e prático da fé salvadora. É maravilhoso saber que o doador dessa fé preserve-a ao longo da nossa jornada nesse mundo, a despeito das angústias e tribulações próprias desse mundo tenebroso.

É certo que experimentamos dias difíceis. Vivemos atualmente numa conjuntura  embebida em crises. Elas estão claramente instauradas por aí: crise política, econômica e moral.  Comentaristas econômicos, cientistas políticos e jornalistas desenham um cenário assustador para o nosso país. Como nós, os filhos de Deus, encaramos esses fatos incontestáveis? Com mero otimismo no esforço humano? Com desesprança?  A resposta é simples: com fé em Deus! Não aquela fé cantada por Gilberto Gil: “Andar com fé eu vou, a fé não costuma falhar”. Mas nos concentramos na fé que se alicerça nas palavras do Senhor Jesus.  Convido você a não olhar para o futuro com os óculos da desgraça, mas com a lente da esperança - olhando firmemente para o autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12.2). CRISTO VIVE, REINA E TRIUNFA!!! PARTICIPEMOS DO SEU REINADO!!! AMÉM


Rev. Naziaseno Cordeiro Torres
Pastor na Congregação Presbiterial em Frei Paulo (interior de Sergipe,) jurisdicionada ao Presbitério de Sergipe (PSER).

terça-feira, 4 de novembro de 2014

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

TUDO OU NADA!!!


No jardim do Éden Satanás, o príncipe desse mundo, apresentou para os nossos primeiros pais – Adão e Eva – a primeira e a mais desastrosa de todas as mentiras, uma suposta independência do Criador: “Vocês podem ser iguais a Deus e, portanto, viverem sem Ele”.  Nós sabemos o final dessa história: Eva caiu na conversa sagaz do diabo, e todos nós vivemos com as conseqüências mais que terríveis dessa emboscada maligna. Hoje, claramente,  o Tentador ainda anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1 Pe 5.8).  O seu bafo é percebido em outra mentira pregada em todos os cantos dessa terra onde o povo de Deus está presente, eis: “É possível professar a fé em Jesus, mas sem necessidade de um  compromisso com Ele”. É viver uma vida cristã, sem comunhão com uma igreja local; Uma vida na qual Jesus Cristo é apenas um Salvador pessoal, mas não um Senhor absoluto sobre ela; Uma afirmação religiosa que transita entre o mundo de trevas e o reino da luz, sem nenhum peso na consciência. Satanás continua distorcendo a Palavra de Deus, e propondo uma ilusão: uma vida na qual é possível servir e agradar a dois senhores.

               Um certo jovem, talvez um príncipe,  procurou com avidez o Senhor Jesus com uma pergunta certa nos lábios: “Que farei para herdar a vida eterna” . A resposta do Mestre, como uma seta,  foi apontar para a Lei – os mandamentos dados por Deus. A lei revelou exatamente o caráter do mancebo, e ele muito triste se afastou da presença do Senhor na direção dos ídolos do seu coração (Lucas 18. 18-23). Hoje o evangelicalismo moderno procura conciliar Deus e os altares modernos. Cria-se, com a pregação do falso Evangelho, uma fantasia na qual  se afirma a possibilidade de viver com Cristo sem abrir mão da velha vida - da carne, do mundo e do diabo. O Espírito Santo registrou uma carta do Senhor Jesus remetida para uma Igreja Evangélica que se encontrava na cidade de Laodicéia. Em um trecho da carta está escrito: “Assim, porque és morno e nem és quente ou frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3. 16). O recado é simples: não existe crente “meia-boca”, “crente meio-termo”, crente “pé na Igreja-pé no mundo”, nem mesmo a teoria do crente carnal. Todos esses causam aversão ao Senhor da Igreja, e, conforme ele mesmo deixa claro, são piores que os ímpios e incrédulos. Duro esse discurso, não é?
               

                Jesus foi bem claro: “Quem não é por mim é contra mim, quem comigo não ajunta, espalha" (Lucas 11.23). Em outras palavras, não existe neutralidade em relação a Cristo: Nós o amamos ou  O odiamos; Seguimos a Ele ou O rejeitamos; fazemos dEle o nosso Senhor e Salvador pessoal ou bradamos: “Crucifica-O, crucifica-O, crucifica-O”. Em relação ao Senhor Jesus é tudo ou nada!!!

Fé nEle, sempre!!!

Rev. Naziaseno Cordeiro Torres

segunda-feira, 19 de maio de 2014

QUEM, PORÉM, É SUFICIENTE PARA ESTAS COUSAS?”

Ser pastor é provar das mais variadas emoções diante das inúmeras experiências impostas pela inerência do ofício. Já fiz um velório numa determinada manhã e no mesmo dia, à noite, celebrei um casamento – tristeza e alegria  misturaram-se promovendo uma sensação esquisita na alma. 
Recentemente um episódio me deixou abalado. Logo cedo fui chamado às pressas para socorrer uma criança de 07 anos visivelmente perturbada espiritualmente. Ao chegar na sua escola deparei com uma cena terrível: estendida em um banco agitava-se compulsivamente. Proferia frases aparentemente sem sentido. Entretanto, após a oração, fiz menção de ler a Bíblia. Nessa hora, todos entenderam a sua repulsa em relação à Palavra de Deus. Não quero descrever os detalhes, mas após algumas horas ela adormeceu. Chamaram a mãe, e eu aguardei a sua chegada para uma conversa de aconselhamento. Conversei, falei de Cristo e da realidade espiritual. Após a instrução houve um comprometimento de levar a menina à Igreja para um acompanhamento mais de perto. Mas... O tempo passou, ela não nos procurou na Igreja. Ontem fiquei sabendo que ela e a menina passaram a freqüentar um salão espírita.
Lamento por esse fato, e ainda estou orando por elas. Sabemos que elas mergulharam suas almas ainda mais nas trevas, e mais cedo ou mais tarde, o diabo vai pedir a conta. Além disso, tristeza profunda pela criança (idade da minha filha)  levada ao vento da ignorância e corrupção da sua mãe. Diante desse fato, senti uma sensação de fracasso  e desânimo– até parece que o Evangelho perdeu a batalha. Mas, no meu abatimento lembrei das palavras inspiradas de Paulo: “GRAÇAS, PORÉM, A DEUS, QUE, EM CRISTO, SEMPRE NOS CONDUZ EM TRIUNFO E, POR MEIO DE NÓS, MANIFESTA EM TODO LUGAR A FRAGRÂNCIA DO SEU CONHECIMENTO. PORQUE NÓS SOMOS PARA COM DEUS O BOM PERFUME DE CRISTO, TANTO NOS QUE SÃO SALVOS COMO NOS QUE SE PERDEM. PARA COM ESTES, CHEIRO DE MORTE PARA MORTE; PARA COM AQUELES, AROMA DE VIDA PARA A VIDA. QUEM, PORÉM, É SUFICIENTE PARA ESTAS COUSAS?”
Fé nEle, sempre!                                                           

Rev. Naziaseno Cordeiro Torres

sexta-feira, 9 de maio de 2014

MORTE, APENAS UM PASSO PARA A ETERNIDADE

Recentemente mortes bruscas nos surpreenderam. Lamentamos o falecimento do ator José Wilker, do jonalista Luciano do vale e, ontem, do cantor Jair Rodrigues. O comum nessas mortes foi o inesperado, o súbito, o repentino.  A morte é algo intrigante: ao mesmo tempo em que é uma experiência comum e corriqueira, ela é sempre uma grande surpresa. Ninguém se conforma diante dela!

Você sabe o dia da sua morte? Certamente não! Aliás, faz parte da misericórdia de Deus não revelar o dia da nossa morte, pois se soubéssemos a véspera ou anti-véspera seria um dia terrível. Agora, uma cousa sabemos muito bem: mais cedo ou mais tarde iremos morrer. Todos nós estamos na fila da morte, e todos temos uma senha de espera. Quem será o próximo: Eu, você, seu colega de trabalho, vizinho, amigo de escola... Bom, não adianta especular sobre isso.  Porém, a realidade da morte deveria nos levar uma séria reflexão.   

                Permita-me fazer uma pergunta direta e pessoal: Você sabe para onde vai depois da sua morte? Muitos evitam essa pergunta, e dela foge. A válvula de escape tem sido ignorar o assunto ou propor que após essa vida nada existe. Entretanto, se tem um assunto que não podemos adiar, e ser indiferente a ele é exatamente esse. Esse tema afeta diretamente a sua realidade!
O que acontece após a morte? A Bíblia responde com absoluta franqueza e precisão: “Assim, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo...”. Em outra parte está escrito: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”.  Você será julgado por Cristo! Esse julgamento é tão certo como a sua morte. Então, mais cedo ou mais tarde você estará frente a frente com o Supremo Juiz, e haverá apenas dois destinos: Céu ou Inferno! A grande questão da sua vida é responder a pergunta: Onde você passará a eternidade?

Medite nessas cousas!!! Afinal de contas, a morte é certa e inesperada. Todos nós estamos apenas um passo da eternidade.

Fé sempre, nEle!
 
Rev. Naziaseno Cordeiro Torres

quarta-feira, 7 de maio de 2014

E QUANDO TUDO VAI BEM?

               
Problemas, dores e angústias levam o crente a procurar imediatamente a presença de Deus em busca de graça e misericórdia para aliviar a sua alma atribulada. A crise tem sido uma fonte de oportunidade, pois nos leva a procurar abrigo na casa paterna. C. S. Lewis afirmou que o sofrimento é o megafone de Deus para um mundo que recusa a ouvi-Lo. A boa notícia é que os nossos ouvidos são mais sensíveis à voz de Deus quando o “dia mal” chega. Por isso, seguindo essa lógica, o apóstolo Paulo escreve aos Romanos ponderando que devemos no gloriar nas nossas próprias tribulações, uma vez que ela produz: perseverança, experiência, esperança e, sobretudo, a certeza do amor de Deus por nós (Romanos 5. 3-5). A aflição é uma benção para o povo de Deus, visto que quando ela chega para nós só existe um caminho para correr: os braços do Pai!

                Algo interessante acontece quando disciplino amorosamente meus filhos. Após umas palmadinhas – no lugar certo e com a intensidade adequada – eles paradoxalmente olham para mim, em lágrimas, pedindo colo e consolo. Isso porque eles sabem que foram disciplinados por motivos justos, e a única alternativa é buscar solução naquele que os ama profundamente. Deus também nos trata assim: as “tapinhas” divinas  nos aproximam intensamente dEle (2 Co 7.9,10;).

                Mas, esse artigo tem outro viés: não temos nenhuma dúvida em afirmar que quando os problemas chegam invariavelmente procuramos Deus, e encontramos alívio – problemas são, na realidade, oportunidades para crescermos no nosso relacionamento com Deus. Agora, a questão é outra: E QUANDO TUDO, APARENTEMENTE, VAI BEM? Como a nossa alma se comporta quando passamos por um tempo de bonança? Qual é a nossa atitude nos momentos de refrigério da parte de Deus? Essa é a grande questão – e dilema – na nossa peregrinação nessa terra concernente ao nosso relacionamento com Deus. Nessa fase passamos pelas maiores tentações e desafios na caminhada cristã. As razões são obvias, vejamos:

                É fato que vivemos numa tensão entre o “já” e o “ainda não”. Esse conceito teológico é simples! Ele afirma que já somos salvos e libertos da condenação do pecado, mas ainda não recebemos todas as bênçãos da salvação – elas estão reservadas para a nossa vida no Céu. Por exemplo, apesar da nossa salvação ainda sofremos as dores do corpo traduzidas em doenças físicas e mentais; temos problemas e angústias; sofremos reveses financeiros e, infelizmente nessa terra, o pecado tenazmente nos assedia e, muitas vezes, sucumbimos aos seus apelos infernais. Nessa condição algumas tendências que são naturais nos ímpios ainda exercem um certo poder  no nosso coração. Em relação ao assunto proposto nesse post há duas tendências terríveis que visitam  o coração do povo de Deus: O esquecimento dEle e a exaltação de uma glória própria nas conquistas e sucessos obtidos.

                Quando tudo vai aparentemente bem na nossa vida a tendência é se esquecer de Deus. Não oramos como convém, a leitura da Palavra é esporádica, freqüentamos o Templo com irregularidade – e muitas vezes o nosso coração nem lá está.  Nessa fase quase nunca pensamos em Deus, e nos envolvemos nas mais diversas atividade – Deus fica em segundo plano . Essa situação descreve muito bem o povo de Deus, Israel, no Antigo Testamento.  O profeta Jeremias relata: “Contudo, todos os do meu povo se têm esquecido de mim, queimando incenso aos ídolos, que os fizeram tropeçar nos seus caminhos e nas veredas antigas, para que andassem por veredas não aterradas”.  A queixa de Deus contra o povo de Israel foi registrada no livro do profeta Ageu: “Acaso, e tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas?”  Deus havia sido esquecido, e cada um procurava o seu próprio interesse em tempo de bonança.

                Um fator determinante para a negligência espiritual é a exaltação de uma glória própria nas conquistas e sucessos obtidos. Essa síndrome adâmica persiste nos nossos corações. Quando progredimos economicamente, via de regra achamos que o fruto do nosso trabalho veio do nosso próprio suor. É aquela velha situação: Ora-se para passar em um concurso público. Deus atende, mas após a aprovação Ele é esquecido – no fundo no fundo achamos que conquistamos pelo nosso próprio talento, e as glórias vêm para nós mesmos. Na verdade a prosperidade financeira nos distancia de Deus, e confiamos no vil metal.  Por isso a oração do sábio foi tão clara: Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor? ’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus (Provérbios 30:8-9).

                Concluo esse artigo lançando um desafio: busquemos o Senhor em todo o tempo. Lembro a você que a período mais difícil na nossa vida não é quando enfrentamos angústias e problemas, mas quando tudo aparentemente vai bem. Existe um personagem na Bíblia que me chama a atenção, e sempre medito nele: Enoque. A Bíblia fala muito pouco sobre ele.  Enoque não é conhecido na Bíblia como o “pai da Fé”; nem como um guerreiro destemido; nem mesmo como um sacerdote ou rei. O registro bíblico relata simplesmente assim: “andou Enoque com Deus.” Eu creio que ele desenvolvu uma caminhada um espírito de total dependência de Deu em quaisquer circustâncias da sua vida nesse mundo, ou seja ele não tirava o foco em Deus. Esse é o segredo para não nos afastarmos de Deus. Andar com Deus é afirmar que Ele é mais importante do que tudo nessa vida. Um coração assim não se desvia ao sabor das circustâncias, mas se firma Naquele que é a fonte da real alegria! Amém!!!
Fé nEle, sempre!

Rev. Naziaseno Cordeiro Torres

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A FORMAÇÃO DO PASTOR PRESBITERIANO

Certamente você não encontrará em um guia de profissões  a palavra  pastor; da mesma forma, difícil será descobrir em um teste vocacional um candidato ao pastorado e, naturalmente, os cursinhos  de pré-vestibular não contemplam a preparação para o pastorado. Entretanto, os pastores estão por ai – em todos os cantos da terra – exercendo o seu ofício em diversas denominações protestantes. Como eles são formados? Qual o nível de preparação?  Reconheço que as respostas não são as mesmas diante da proliferação de denominações e seitas evangélicas - por isso, esse artigo tem como foco a FORMAÇÃO DO PASTOR PRESBITERIANO. Existe pastor e pastor! É preciso diferenciar uns dos outros. Infelizmente a sociedade nos nivela pela maioria. Quando digo que sou pastor, certamente a visão da maioria tem como foco os pastores universais dessa vida. Por isso esse artigo tem como objetivo apresentar os caminhos trilhados pelos pastores da Igreja Presbiteriana do Brasil.

   A Igreja Presbiteriana do Brasil segue rigorosos critérios de avaliações que se impõem desde o início da chamada ministerial até o dia da sua ordenação como Ministro Presbiteriano. As seguintes fases são obedecidas:

1º CHAMADO MINISTERIAL
              
              Quem se sentir chamado para o pastorado deverá se apresentar ao Conselho da sua Igreja local. Após EXAMINADO E AVALIADO – e sendo considerado potencialmente apto – é designado um campo de trabalho nos limites da Congregação local por um período de um ano. Após o término desse prazo o candidato se reapresenta ao Conselho da sua Igreja, e novamente é EXAMINADO E AVALIADO pelo trabalho que desempenhou durante um ano. Se a avaliação for positiva, satisfatório e suficiente ele é encaminhado para o Presbitério no qual a Igreja é jurisdicionada.

2º CANDIDATO AO SAGRADO MINISTÉRIO

 Em chegando no Presbitério o candidato ao ministério sagrado deverá apresentar os seguintes atestados:
  •           De ser membro da Igreja em plena comunhão;
  •          Do Conselho, declarando que, no trabalho da Igreja, já demonstrou vocação para o ministério sagrado;
  •           De sanidade física e mental, fornecido por profissional indicado pelo Presbitério.
            Depois disso, EXAMINADOS E AVALIADOS os documentos o Presbitério examinará o aspirante quanto aos motivos que o levaram a desejar o ministério pastoral. Para isso será criada uma Comissão especial que o EXAMINARÁ e o AVALIARÁ quanto a essa questão. Sendo satisfatórias as respostas, o aspirante passará a ser considerado candidato do presbitério, e será designado um Seminário Presbiteriano para os seus estudos, além de um tutor eclesiástico para o acompanhar na sua jornada intelectual.

3º  PREPARAÇÃO ACADÊMICA (SEMINÁRIO)

                       Escolhido o Seminário Teológico o candidato estudará durante 04 a 05 anos, sendo instruído em várias áreas do saber – naturalmente se aprofundando em teologia e Bíblia (Detalhe: antes disso, ele prestará vestibular, concorrendo a uma vaga em uma Instituição teológica da Igreja Presbiteriana do Brasil).
                A IPB não dispensa a preparação intelectual dos seus pastores. O ministro, cujo cargo e exercício são os primeiros na Igreja, deve conhecer a Bíblia e a teologia; ter cultura geral; ser apto para ensinar e são na fé.
                Nessa fase estudantil anualmente o seminarista envia relatório para o seu tutor dando conhecimento da sua dinâmica acadêmica e vida pessoal, por sua vez o tutor reenvia ao Presbitério na sua reunião anual ordinária. No período de recesso escolar o seminarista trabalha no campo do seu presbitério colocando na prática seus estudos teóricos. Após a conclusão dos seus estudos o candidato ao ministério sagrado recebe um diploma de bacharel em teologia, e segue para mais uma etapa rumo à ordenação.

4º LICENCIATURA
     
                        Concluído o curso teológico o candidato de apresenta mais uma vez ao seu Presbitério de origem que o EXAMINARÁ AVALIANDO-O quanto à sua experiência religiosa e motivos que o levaram a desejar o sagrado Ministério, bem como nas matérias do curso teológico. Deve, ainda, o candidato à licenciatura apresentar ao Presbitério:
  •     Uma exegese de um passo das Escrituras Sagradas, no texto original (hebraico ou grego), em que deverá revelar capacidade para a crítica, método de exposição, lógica nas conclusões e clareza no salientar a força de expressão da passagem bíblica;
  •       Uma tese de doutrina evangélica da Confissão de Fé de Westminster;
  •     Um sermão proferido em público, perante o Presbitério, no qual o candidato deverá revelar sã doutrina, boa forma literária, retórica, didática e, sobretudo, espiritualidade e piedade.
Julgadas suficientes essas provas, procederá o Presbitério à licenciatura de conformidade com a liturgia da Igreja Presbiteriana do Brasil. O Presbitério, após a licenciatura, determinará o lugar e o prazo em que o licenciado fará experiência de seus dons, designado-lhe também um tutor eclesiástico sob cuja direção trabalhará.

5º ORDENAÇÃO
 
                Quando o Presbitério julgar que o licenciado, durante o período de experiência, deu provas suficientes de haver sido chamado para o ofício sagrado e de que seu trabalho foi bem aceito, tomará as providências para sua ordenação. As provas para ordenação consistem de:
  • Exame da experiência religiosa do ordenado, mormente depois de licenciado, das doutrinas e práticas mais correntes no momento, história eclesiástica, movimento missionário, sacramentos e problemas da Igreja;
  •  Sermão em público perante o Presbitério
Após ser EXAMINADO E AVALIADO – sendo aprovado – passará o presbitério a ordená-lo de conformidade com a liturgia da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Observação: Se o Presbitério julgar que o licenciado não está habilitado para a ordenação, adiá-la-á por tem que não exceda de um ano, podendo esse prazo ser renovado. Se, depois de três anos, o candidato não puder habilitar-se para ordenação por insuficiência intelectual ou espiritual ser-lhe-á cassada a licenciatura e, consequentemente, a sua candidatura considerando inapto para a função pastoral.

 
CONCLUSÃO

                Esse é o longo caminho trilhado por um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. No período que se estabelece entre cinco a oito anos passamos por vários exames e avaliações- alguns ficam no caminho, e não chegam ao destino desejado. Mas os EXAMES E AVALIAÇÕES não circulam apenas na nossa formação, pelo contrário. Eles nos acompanham durante toda nossa trajetória na Igreja – antes de pastorear qualquer Igreja o Ministro é EXAMINADO E AVALIADO pelo Conselho local, assembleia da Igreja e Presbitério.  Necessariamente tem que apresentar relatórios frequentes ao Conselho local e anualmente ao Presbitério. Esses relatórios são EXAMINADOS E AVALIADOS constantemente, e isso durante todos os anos ministeriais.